Aqui vai uma frase de impacto, peso e tudo mais, incluindo polêmica.
Há muito que todos falam em justiça e que os estadunidenses vivem atirando a demagogia para lá e para cá. É incrível mesmo como a classe média costuma ser a mais irritante, principalmente quem lê VEJA. Quem lê VEJA costuma ter as opiniões mais ridiculamente embasadas e insustentáveis diante do menor esforço argumentativo, mas não é este o foco.
Quando eu digo muito tempo eu estou dizendo meio que desde sempre. Meio porque não é possível saber ao certo o que se passava antes da escrita, mas eu tenho forte crença que justiça é um tema até entre as matilhas de lobos na Sibéria (se houver).
Lembro bem quando um grande amigo meu que era meu colega de faculdade de direito, após ler Kelsen, contou-me pasmo que o cara estava errado e que não era possível conceituar justiça. Kelsen dizia que justiça era garantir a cada um o que lhe pertence. É fácil notar porque meu amigo estava pasmo. Kelsen mesmo não acreditava muito nisso. Ele escreveu o que escreveu para acalmar a ascendente burguesia industrial após as revoluções, mas, novamente, este não é o foco.
Afinal que coloco aqui o que é justiça por enquanto (até eu mudar de ideia).
O que é a justiça?
Justiça é a manutenção da capacidade de desenvolvimento da pessoa.
Esta pede maior explicação, através do corolário.
Somente há justiça quando ausentes os resultados da ingerência externa sobre a vontade da pessoa.
O que pode ocorrer no sentido inverso.
A justiça é restabelecida sempre que se retorna, ou se aproxima, do estado das coisas antes de uma ingerência externa sobre a vontade da pessoa.
O que nos leva a um outro corolário.
A democracia é inerentemente injusta no âmbito pessoal e justa no âmbito social.
Isso por razões evidentes.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Justiça é...
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Novas frases
Antes uma foto.
Agora texto.
Por alguma razão incrível eu não consigo lembrar minhas frases de uma forma consciente, tendo ao invés que capturar as mesmas na medida em que elas vão ocorrendo no dia-dia. Uma destas oportunidades, pelo menos, já passou sem que eu anotasse e se perdeu novamente nas relações caóticas de minhas sinapses.
Por isso que agora eu anoto no celular sempre. Cortesia destas anotações eu tenho mais duas frases para compartilhar.
Primeiro a mais chocante, ou não.
Todas as motivações são egoísticas. |Calma, isso é na verdade uma coisa boa.|
Depois vem a mais leve.
Somente o hábito leva à perfeição.
sábado, 22 de outubro de 2011
Chris Rock
Chris Rock: Never Scared
Assista. É bom demais. Além disso é necessário para eu poder explicar muitas coisas sobre as pessoas, que é o que eu pretendo em breve.
Nada mais para o momento.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Seguindo o plano
Este post não é sobre seguir planos.
Acabo de atualizar a página dos axiomas com mais uma frase. Pense nela e comente. Em breve eu vou discorrer sobre as frases aqui no blog.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Tipo Confúcio
Já algumas vezes aconteceu que eu citei uma frase que costumo repetir - a maior parte de minha autoria - porque contém conhecimento importante na minha opinião que eu sinto a obrigação de compartilhar (que incrivelmente não está no código civil, mas já lanço a ideia) e me vi tentando lembrar das outras que eu costumo repetir. Eu sempre me esqueço, o que é bom na medida em que eu não fico palestrando as minhas frases de sublime sabedoria (pontuação de ironia aqui), mas é ruim porque me acentua a mais agonizante das sensações: impotência.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Imagem do Dia
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Eis a questão (beber ou não beber)
Sempre que a dor de cabeça ataca no dia seguinte e as memórias ressurgem depois de um, muitas vezes ótimo, sonho, é comum o questionamento pós trauma das ações cometidas e das obrigações contraídas na noite (ou dia, por que não?) anterior. É uma questão mais do que financeira ou jurídica, ou fiscal (por que não?). É uma questão basicamente filosófica, mas não muito.
Quem nunca disse ou ouviu algumas verdades quando bêbado, ou quando outros estão bêbados, ou quando todo mundo está bêbado, certamente nunca saiu de casa. A desinibição do álcool é o efeito desejado, mesmo que só lá no fundo, justamente para remover a barreira de hipocrisia que faz alguém negar, ou só omitir, que está bebendo para provocar a desinibição. Ou eu estou errado, ou não acredito nisso, o que realmente não sei porque não estou, neste instante, devidamente bêbado. A questão fica sendo - frise aqui - se a desinibição é um despimento da bagagem excessiva para aflorar (ou desimpedir) a verdadeira pessoa, ou outro animal. Seria a embriaguez o único estado de consciência honesto que mostra quem realmente alguém é e o que realmente pensa?
Uma grande pensadora amiga minha defende que sim, que a bagagem de inibições é uma cobertura de mentiras que nos afasta do que ou quem somos realmente. É uma coisa que perdemos quando bebemos o suficiente, o que nos leva a um estado de verdadeiramente ser. É um argumento forte. Eu poderia escrever muito mais sobre ele, mas seria fazer o trabalho pelo leitor, e eu tenho preguiça.
Eu, por outro lado, penso que a camada de inibições é parte de quem somos e que quando ela se perde, inevitavelmente somos menos. Não é impossível e nem raro que em sendo menos podemos ser melhores, e se todos fossemos seríamos mais felizes, ponto em que concordo com ela. Entretanto, um exame profundo eu creio necessário do que é bagagem excessiva e do que é decisão de personalidade. Creio que há um ponto ideal de perda de desinibição, e que ultrapassá-lo nos torna excessivamente menos, e que alcançá-lo nos torna idealmente menos. Na medida certa.
Eu poderia discorrer mais, mas o leitor tem preguiça.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
O controle de constitucionalidade
Pois, bem.
Na prática não é possível imaginar constituição sem controle de constitucionalidade, por qualquer meio que seja escolhido para efetuá-lo. Se as decisões da maioria são verdadeiramente soberanas, não há como ela se subjugar a vontade de uma maioria anterior, pertencente a uma sociedade anteriormente contextualizada.
O perigo que se coloca nessa conjectura é o da ditadura da maioria. Uma sociedade soberana e democrática onde as minorias não tem direitos garantidos. Assim que uma questão surja de necessidade para a maioria, a legislação será alterada, mesmo que isso signifique que os direitos das minorias não sejam mais respeitados. Isso estaria acontecendo por uma necessidade mais importante do que o respectivo direito. Sem falar nas diferenças de opinião que interferem nas garantias de direitos, como diferenças de credo e opção sexual.
A realidade da revisão judicial se explica pela limitação intrínseca da democracia que vem da representatividade necessária a sua existência. O representante democrático não foi concebido para resolver o desacordo, nem para pensar nas necessidades do todo. O representante democrático representa. Nada mais. Se na prática ele representa menos do que a opinião e vontade de sua base eleitoral, e mais a vontade de quem suporta sua candidatura e sua campanha, só se aumentam os argumentos a favor da revisão judicial. Não é concebível que o representante de uma parcela da população se preocupe e decida além ou extraordinariamente aos ideais que está ali para representar. Democracia é exatamente o contrário. É a firme defesa das ideias que estão sendo representadas. É a transposição da vontade de um grupo de pessoas para sua parcela de representantes. O representante democrático deve, para cumprir exatamente seu dever, ignorar e até combater as ideias dos outros, das outras parcelas da sociedade.
Por esta limitação que é impossível, na teoria e na prática, exigir que o legislador seja coincidente com os direitos de todas as partes da sociedade. A decisão legislativa é sempre controversa. É sempre uma escolha que envolve sacrifícios. Por isso deve ser balizada por um corpo mínimo de direitos incontestáveis que será protegido para todas as pessoas. É justamente pela representatividade do parlamento que estas questões devem ser analisadas fora dele, com autoridade que o subjugue em caso de violação.
sábado, 6 de agosto de 2011
Boca de Rua
Ler jornal é um hábito muito recomendado. É um hábito cultuado pela sociedade, eu diria, embora poucos o sigam. Eu mesmo leio muito pouco jornal. Uma das razões é o preço. Uma mídia que vende tanta propaganda não deveria cobrar para ser distribuída. Só compro mesmo é a ZH de domingo para ver os classificados, quando preciso. Não tenho vergonha disso.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
O fracasso!
Pois, então. :(
Converti minha biblioteca de músicas e logo percebi que não adiantou.
Daí fui no DealExtreme e comprei uma placa cardbus com 2 portas USB 2.0.
Pronto, problema resolvido. Ou não.
Não, continuam ocorrendo as travadinhas. Estou ouvindo Mamonas Assassinas e fica travando. Que frustração bem grande (embora seja uma besteira). Resolvi checar a banda e o uso de cpu pra ver se o problema não estava relacionado com o que eu imaginei antes.
Pois não é que não estava, ou não era tudo.
O problema parece ser processamento mesmo. Quando meu servidor está idle, ou pensa que está, a frequência fica travada em 200 MHz. Um pentium II 200 Mhz não é tão fraco assim, mas o problema não era esse. Observando o tempo da cpu, percebi que o mpd tocando música pela placa USB consumia 49% do tempo. Como eu ainda tenho rodando o Sockso, que tem um servidor web, o CUPS pra compartilhar a impressora, o samba e um FTP, o pentium II pede água. A solução foi mexer no setup e colocar tudo no máximo. O cooler fica rodando bastante, mas nunca mais travou.
Talvez eu consiga um pentium III de alguém que não queira mais quando esse servidor aqui se aposentar, ou um desses ARMs novos que são baratinhos. Até um macbook velho me serve (se for G4).
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Convertendo MP3
Muito bem.
Montei um servidor para algumas tarefas aqui em casa. Dentre elas, tocar música. Instalei o maravilhoso Arch Linux (mas poderia ser Ubuntu) num notebook antigo que eu tenho e fui colocando os programas que eu precisava. Para tocar música usei o MPD (Music Player Daemon) que é o melhor pra isso (só tem pra Linux se querem saber, mas Linux é grátis, então ótimo). Pluguei o aparelho de som no notebook e, pasmem, fiquei sem audio. A saída de som estava estragada. Somente os autofalantes internos funcionavam.
Nada temamos. Comprei no espetacular Deal Extreme uma placa de som USB e um hub (em forma de vaquinha), já que as músicas estavam em um HD externo e o notebook só tem uma porta USB (1.1 ainda).
Coloquei tudo direitinho (ou direitinhosamente/corretamente, usando um advérbio como manda o bom português) e mandei ver com o aparelho de som plugado na novíssima placa de som USB.
No início tudo deu certo. Entretanto, logo notei pequenas paradinhas nas músicas. Nas primeiras vezes fiquei intrigado, mas rapidamente percebi o problema. Uma porta USB 1.1 é estreita. A taxa de dados é pequena (12mbps teoricamente, mas sempre muito menos que isso). Uma única porta compartilhando a placa de som e os dados boa coisa não podia dar. Assim, quando a taxa de dados da música somada com a taxa de dados da placa de som excediam a capacidade da porta, a música falhava.
Novamente, nada temamos. Dava pra notar que a porta estava quase conseguindo manter o rítmo. Bastava que eu diminuisse um pouco taxa de dados de cada música para um nível seguro. Minhas músicas estavam codificadas a 192kbps. Depois de ler esta página http://tuxtweaks.com/2008/08/how-to-resample-mp3-audio-files-on-linux-using-lame/ eu modifiquei os scripts e criei um terceiro para poder recodificar toda minha biblioteca a 128kbps.
Para quem se interessa estão anexos os scripts prontos (tenha instalado python-mutagen ou só mutagen e lame). É só torná-los executáveis e colocar no /bin para instalar. Depois navegue no terminal até sua pasta de músicas e digite mp3recurshrink.
-
Guilherme de Moraes Alvarez
