Já há alguns dias desde a última postagem. Portanto uma foto até eu ter mais o que dizer.
É um filhotinho de depósito. Quem quiser cachorrinhos pode me pedir.
Este blog pode ou não expressar as opiniões de Guilherme de Moraes Alvarez.
Já há alguns dias desde a última postagem. Portanto uma foto até eu ter mais o que dizer.
Pois, bem.
Nas minhas horas de reflexão autocontemplativa de merda eu percebi e compartilho aqui uma fundação da análise do comportamento humano e da busca pela paz interior e felicidade, que é o que todo mundo tá a fim.
Precisamos estabelecer quais sentimentos, atitudes e outros estados mentais são culturais e quais são instintivos evolucionários.
Digo isso porque ao tentar me despir de preconceitos e localizar quais sentimentos eram desnecessariamente prejudiciais à minha saúde emocional me deparei com o fato de que devemos aceitar e nos harmonizar com o que é natural de nossa espécie e abandonar o que é meramente cultural, mas que é muito difícil saber quais sensações são instintivas e quais são culturais.
Pense você num bom exemplo desta diferença e da dificuldade de traçá-la. Quando é importante desaprender o que nossos pais e nossa sociedade nos ensinou para que possamos enfrentar os conflitos entre nossos desejos e o que aprendemos como certo e errado, é crucial entender esta distinção.
Como a vida não tem sentido, cada um tem a liberdade de traçar seus objetivos.
Tá, e daí?
Talvez a coisa que eu mais goste de experimentar é compreensão. Compreender é muito bom, e cada vez mais eu compreendo melhor e de forma mais abrangente as pessoas, eu mesmo, e as relações entre as pessoas. Já disse aqui antes que estou tentando montar modelos que possam explicar o comportamento humano, como muitos já tentaram antes. Essencialmente eu pretendo alcançar um ou mais modelos que expliquem comportamentos de massa. Preferencialmente um modelo que explique muitos comportamentos, mas isso é muito mais difícil do que diversos modelos complementares. Quanto mais eles explicarem no âmbito individual, melhor, mas eu não considero possível.
Qualquer um pode fazer isso.
Sim, e eu creio que todo mundo faz. Eu levo isso à sério, entretanto, porque me proporciona o prazer indescritível da compreensão. O que meus modelos, depois de prontos, se um dia ficarem prontos, terão de diferente é que eles serão testados. Estabelecida uma teoria, ela deverá gerar uma previsão de algo que poderá ser observado. Sendo tal coisa observada de fato posteriormente, a teoria se confirma. Compreensão. Passa-se a enxergar tudo com mais clareza, como se uma janela fosse aberta iluminando uma sala escura.
Há um efeito colateral, entretanto. Quanto mais se compreende, mais tudo fica distante e irrelevante. É um vício como outro qualquer.
Em inglês e português.
F1 bosses, I've had the most interesting idea. I'll go straight to it.
To end the criticism and my personal growing disappointment for the cotegory, and frankly to save it, the drivers must be dettached from the teams. The two championships must be completely separated. It must be done in a way that every driver gets roughly the same chances as every other driver. The drivers should come into F1 from being champions in the access categories. Every two or so years the bottom 4 drivers should be exchanged by the top four from access categories.
How to do that, you ask.
Considering the current state of things there should be 20 races a year, plus testing and such, which is the only part I have not figured completely. There have to be exactly 10 teams, two cars each. The cars must be able to fit any driver with little modification, which shouldn't be so difficult to achieve. Then the key factor comes in. Every pair of drivers drives twice for each team, preferably in two distant moments of the year, so that team development doesn't disturb driver performance so much. Thus the drivers will be measured by their capabilities as drivers in every aspect and at every conceivable fortunes and misfortunes carwise. This isn't a magical solution. Some drivers will have better luck in driving for teams on the rise, but it won't be predictable as it is today, when the champion can mostly be sorted from two to four drivers every season, most times two.
Drivers will get paid by prize and personal sponsors. Teams as well. Pay drivers thus will come to an end, eliminating one of the greatest frustrations of fans worldwide. Drivers will come and stay mostly by their results alone, and teams will have the opportunity of friday testing with every driver on the grid. Teams will then be pure teams and drivers will be pure drivers, each winning or losing by their own skill and talent and capability of working well in any condition, driverwise for teams and teamwise for drivers.
Overall I think this can save the sport. Why not try?
Tô com preguiça de escrever em português.
Será que a felicidade é a ignorância? Será importante que saibamos tudo que teoricamente nos interessa? O que realmente interessa?
Creio que há uma limitação gigantesca ao alcance da felicidade nos valores que aprendemos a aceitar como verdadeiros. Eu me pergunto quanto nossos pais e a sociedade em geral estragaram nossas vidas nos ensinando o que é certo e errado. Quanto o exemplo da vida dos adultos destruiu nossa capacidade de alcançar a felicidade? Se você pensar bem, verá que todos os conceitos da nossa vida servem ao propósito de nos encarcerar. São limitações que nos impedem. É triste.
O problema é que se libertar destas limitações é uma tarefa impossível, ou quase. Quando eu penso eu sinto que os valores estão impressos em mim. Qualquer um pode sentir o peso dos preconceitos nos seus atos e pensamentos. É implacável. Eu, por exemplo, sinto desprezo por mim mesmo quando as reações surgem em mim para coisas irrelevantes que não fariam diferença na minha vida se eu não soubesse. Se libertar disso é uma necessidade e um objetivo. Se eu não conseguir, não muito mais restará além da prisão dos conceitos. Fazer apenas o que é certo. Talvez eu enlouqueça.
Tá, e daí?
É importante que nos aproximemos todos. Todas as pessoas. Somos todos ilhas. A solidão é a única consequência possível porque estamos atrás das palavras. Para além dos muros e das grades temos as normas e a moral, que são vastos labirintos com quem amamos na outra ponta. Sugiro que sempre que algum fato causar incomodação se pense em como seria a vida sem se saber desse fato. É um exercício difícil e não garante que vamos nos libertar das impressões da moral e de como nossos pais e avós e nossos modelos e exemplos e os filmes e as novelas f*deram com a nossa vida. Talvez não seja possível. Talvez estejamos muito velhos para nos libertarmos. Enquanto isso nos aproximemos.
Algumas vezes eu me pergunto o quanto estamos em contato uns com os outros.
Vou começar direto pelo ponto. Não existe certo nem errado. Todos os valores são relativos ao estado do conhecimento disponível.
De vez em quando eu escuto uma pessoa dizer que as crianças precisam aprender o que é certo e o que é errado desde pequenas. Eu raramente quero entrar em discussões porque não tenho paciência com quem eu, na minha prepotência, entendo que é muito ignorante, embora eu tenha me esquivado de algumas discussões com meus amigos por querer evitar que eles percam a paciência comigo - na minha prepotência. Algumas vezes eu gostaria. Me sinto absurdamente frustrado com frases como estas. Talvez eu devesse jogar minha frustração de volta a quem me causa, mas acho que isto seria insensível e egoísta da minha parte. Eu prezo o fato de que cada um tem a capacidade de formar sua própria opinião, apesar de poucas pessoas formarem.
A questão é que a teoria de que certos valores que compreendem condutas certas e erradas são absolutos não se sustenta. Isto pode ser demonstrado pela simples mudança de valores comumente aceitos no tempo. O próprio homossexualismo - fato comum na classe dos mamíferos - primeiramente era aceito e incentivado por algumas civilizações clássicas, depois passou a ser rejeitado pelas civilizações médias, e por fim está voltando a ser aceito, embora ainda seja alvo de preconceito amplo. Territorialmente também há uma clara divergência de valores que dizem respeito a certo e errado. Até mesmo mudanças de humor extremas ou uma grande frustração podem mudar os valores ou torná-los relativos.
O que leva as pessoas em geral a acreditar que há um núcleo de valores universais absolutos que todos devem conhecer e respeitar é o medo de que sem isso não haja segurança para as atividades do cotidiano, que se instaure o caos. Um medo válido, porém infundado. Os valores são relativos apesar das crenças de absolutismo moral. Nem por isso a sociedade é caótica. As relações se apoiam em alguns valores em comum e na necessidade mútua. Os valores em comum não precisam sequer existir se a necessidade for suficientemente forte para que as pessoas se relacionem produtivamente.
No nível pessoal é importante saber que não existem certo e errado. A vida é repleta de situações extraordinárias e muitas vezes a pessoa se vê no que seria uma exceção às regras de conduta, do certo e do errado. Ao acreditar nestes valores como absolutos a pessoa entra em inevitável conflito do que ela quer fazer e do que ela pensa que é certo fazer. Este conflito geralmente leva a pessoa a pensar que possui uma falha de caráter, um defeito em relação aos outros, já que deseja o errado. Tal conclusão pode levar a sofrimento desnecessário e é o que eu vejo acontecendo muitas vezes.
Duas coisas devem ser ditas que ninguém tem coragem, eu imagino. Eu tenho.
A primeira é a menos importante, mas por pouco. As duas tem muito em comum. São conclusões uma da outra, em qualquer ordem.
Estava tendo um sonho com chuva de meteoros devastando o mundo. Por alguma razão eu acordei e lembrei pessoas sendo decapitadas. Acho que o sonho se desviou para zumbis e eu imaginei que seria melhor usar espadas do que armas para matar zumbis. Zumbis são lentos e tudo mais.
Lembrei de um vídeo de uma pessoa sendo decapitada. Difícil de esquecer. Forte o vídeo.
Foi então que lembrei de uma notícia que vi ontem de uma mulher que foi decapitada por suspeitas de que era uma bruxa. Isso mesmo. Em algum lugar do mundo islâmico as pessoas estão matando outras pessoas por acreditarem em bruxas.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/12/111213_saudita_executada_bruxaria_fn.shtml
Eu não sei. Talvez eu esteja sendo muito radical. Eu penso que isso é completamente absurdo e que os Estados Unidos da América devem invadir esse lugar e levar a tal democracia pra lá. Podem explorar o petróleo e destruir tudo e depois fazer as pessoas de lá pagarem pela reconstrução. Desde que terminem com essa estória de decapitar pessoas por bruxaria. Fica a sugestão.
O que me fez pensar nas religiões em si. É triste na verdade. A maioria das pessoas que eu conheço são bem equilibradas apesar de serem crentes. Até este ponto tudo está ótimo. É só quando as pessoas se baseiam em crenças para machucar ou excluir as outras que eu fico deprimido.
O que precisa ser dito é o seguinte: a religião e as crenças divinas são fugas da realidade da vida. A vida não tem sentido. A vida não é justa. Na impossibilidade de se enfrentar estes fatos, ilusões são criadas que fazem a vida ser suportável. Nada contra. Só pra constar.
O budismo é bem legal. Eu acho válido. Não é uma religião propriamente.
Pode o Estado combater qualquer desobediência com violência?
Parece uma pergunta boba, mas eu tenho absoluta certeza que muitas pessoas que eu conheço e respeito vão dizer que sim. Vão dizer que o Estado está protegendo o bem comum, e que mesmo que uma desobediência seja pacífica, o Estado deve inibi-la até que ela pare, mesmo que isso requeira violência.
Eu pessoalmente penso que não. Eu inclusive penso o contrário. Mesmo desobediências violentas devem ser combatidas com inteligência, não com mais violência. Desobediências pacíficas provavelmente não devem ser combatidas, devem ser compreendidas, como eu certamente já disse aqui.
Vale lembrar que a violência é o último refúgio do incompetente.
Uma nova frase a adicionar no contexto.
O que é proibido é liberado.
Será explicada no futuro, após eu explicar para uma banca se o ICMS se aplica no licenciamento de programas de computador de prateleira.
Aqui vai uma frase de impacto, peso e tudo mais, incluindo polêmica.
Há muito que todos falam em justiça e que os estadunidenses vivem atirando a demagogia para lá e para cá. É incrível mesmo como a classe média costuma ser a mais irritante, principalmente quem lê VEJA. Quem lê VEJA costuma ter as opiniões mais ridiculamente embasadas e insustentáveis diante do menor esforço argumentativo, mas não é este o foco.
Quando eu digo muito tempo eu estou dizendo meio que desde sempre. Meio porque não é possível saber ao certo o que se passava antes da escrita, mas eu tenho forte crença que justiça é um tema até entre as matilhas de lobos na Sibéria (se houver).
Lembro bem quando um grande amigo meu que era meu colega de faculdade de direito, após ler Kelsen, contou-me pasmo que o cara estava errado e que não era possível conceituar justiça. Kelsen dizia que justiça era garantir a cada um o que lhe pertence. É fácil notar porque meu amigo estava pasmo. Kelsen mesmo não acreditava muito nisso. Ele escreveu o que escreveu para acalmar a ascendente burguesia industrial após as revoluções, mas, novamente, este não é o foco.
Afinal que coloco aqui o que é justiça por enquanto (até eu mudar de ideia).
O que é a justiça?
Justiça é a manutenção da capacidade de desenvolvimento da pessoa.
Esta pede maior explicação, através do corolário.
Somente há justiça quando ausentes os resultados da ingerência externa sobre a vontade da pessoa.
O que pode ocorrer no sentido inverso.
A justiça é restabelecida sempre que se retorna, ou se aproxima, do estado das coisas antes de uma ingerência externa sobre a vontade da pessoa.
O que nos leva a um outro corolário.
A democracia é inerentemente injusta no âmbito pessoal e justa no âmbito social.
Isso por razões evidentes.
Antes uma foto.