quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Nota mental

Antes de ler a postagem de baixo, saiba o fato mais cruel de toda competição injusta e monopólio no mundo.

O dinheiro que você investe comprando MS Windows (quando você compra um PC novo com o SO pré-instalado) é utilizado para impedir o desenvolvimento de novas tecnologias de software através de loby e aquisição em massa (compra de software livre para parar seu desenvolvimento, como a Globo faz com astros de outros canais).

Nenhuma única empresa pode acompanhar o desenvolvimento das alternativas livres, já que estas são desenvolvidas por inúmeras pessoas e outras empresas (como a Nokia e a IBM), que, ainda por cima, amam o que fazem e programam apenas o que gostam.

Os caminhos para a liberdade (Launchpad Bug #1)

Revisando o histórico de visitas ao Crônicas notei uma realidade bem assustadora.

Praticamente todos os visitantes usam Windows XP. Alguns usam o efêmero infame Vista, e muito poucos usam Linux, qualquer dos seus inúmeros sabores.

Mais do que surpreso, fiquei preocupado com o fato de depois de 20 anos a mesma empresa domine o mercado de sistemas operacionais nos desktops sem concorrência de fato, principalmente porque há alguns 6 anos o produto da Microsoft não é sequer de longe o melhor sistema operacional. Usuário de Linux que sou (Ubuntu), e incrivelmente satisfeito, pergunto-me o que mantém o monopólio do SO de Redmond, em face de outros como o Mac OS X, os vários BSD's e os sabores desktop de Linux, para citar alguns.

Não posso deixar de imaginar que a grande preguiça dos seres humanos é a razão principal.

Examinando a história dos Sistemas Operacionais veremos que o modelo de sistema visual de janelas guiado por apontador da Xerox sofreu pouquíssimas alterações até hoje, depois de mais de 30 anos. Até mesmo os dispositivos compactos seguiram o mesmo modelo. A descrença dos diretores da Xerox foi um erro inestimável para a empresa, mas a Apple, que prontamente copiou o SO visual com janelas, não teve competência para preencher os nichos - seja por orgulho técnico - seja por que não notaram a existência deles. A IBM demorou demais, como sempre, e lá estava a incipiente Microsoft, com seu insuperável gênio dos negócios, Bill Gates. A empresa de Redmond copiou o sistema da Apple, lançou antes, com hardware mais barato (da NEC), e deu um nome ridículo. Pronto, foi o suficiente para ninguem mais querer trocar de sistema até hoje. Creio que daí que surge o bug nº 1 do launchpad.

Mudar de sistema implica mudar de aplicativos. Embora as pessoas façam isso normalmente de qualquer forma, é muito difícil convencer a mudarem de uma vez todos os aplicativos que usam (que são uns 3 ou 4). Imagine só a loucura. Além disso, será que os meus arquivos vão abrir nesses aplicativos hippies desses sistemas excêntricos?

Além da preguiça há esse medo, claro, infundado. Os programas são praticamente os mesmos. Só a Microsoft se nega a suportar os formatos livres, nem mesmo PDF abre em seu pacote Office. Com o SO de Redmond é .doc ou morte.

Desta mistura de ignorância com preguiça e medo vêm a dominante posição do Windows. O efeito colateral mais nefasto de todos é ainda que praticamente todos os fabricantes de hardware ignoram completamente qualquer outro sistema. Drivers para Linux tem que ser escritos pelos próprios mantenedores do sistema. O ser humano não conhece limites para sua estupidez.

Dê uma chance ao pinguim. Grave um Ubuntu em um CD e experimente, não vai fazer nenhuma alteração no seu PC.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Crítica da razão prática

Pois, bem!

São muitos meses de silêncio.

...
...

Agora estou de volta!

Muitas coisas intrigantes e absurdas ocorreram neste tempo mudo. Problemas antigos se foram e novos tomaram seu lugar. O senhor(a) leitor(a) do Crônicas deve imaginar se por um acaso as porcarias dos problemas nunca vão acabar. Eu digo: "não hoje". Um dia talvez. Como diz Humberto: "problemas sempre existiram". A grande sacada da vida é progredir em direção a problemas mais fundamentais, cada vez mais fundamentais, subindo a hierarquia dos causadores de incomodação humana: os CIHu.

Eu tinha criado um blog para tratar de temas sociais. Agora estou desistindo dele. Não tenho maturidade para escrever em dois blogs. Sou uma criança de um blog só. Vou iniciar agora uma nova fase do Crônicas. Depois de afundar-nos nas profundezas do EU e do OUTRO, vamos nos concentrar também no TODOS, no NÓS e outros pronomes.

Para esta maravilhosa nova estréia eu proponho tema polêmico. Você consome drogas?

Um pouco de qualificação: álcool, tabaco, maconha, heroína, ópio, LSD, cocaína, crack, merla, para citar alguns.

Em seguida esclareça para você mesmo: por quê?

Eu consumo apenas uma. O álcool é, na minha opinião, a melhor das drogas. É a droga da união. Faz as pessoas mais amáveis e interessantes, se ninguém exagerar. Eu consumo para deslizar ao boeiro mais próximo toda tensão do dia, ou apenas para acompanhar no mesmo humor aqueles que tiveram um dia, ou uma semana, de cão, ou de cavalo. Nunca experimentei qualquer outra, mas prefiro ficar com esta, já que é a menos controversa, de modo que posso apreciá-la com todos os meus amigos, e por que não, meus pais.

Pense bem na sua resposta. Vamos conversar mais sobre criminalidade, ordem, caos, proibição, liberação e, quem sabe, o MST.

O Rubinho não venceu, mas eu ainda acredito. Vamos ver se a Williams, com o novíssimo motor Cosworth, faz a diferença ano que vem.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

T´clado pr'to no 'scuro

Há muitas coisas para dizer e pouco tempo para escrever. Não que eu tenha pouco tempo para escrever de fato. Tenho pouco tempo para escrever quando estou em situação ideal para tanto.

Muito bem. Tenho trabalhado bastante. Programação e meu emprego. Tudo junto e ao mesmo tempo, do inicio da manhã até tarde da noite. Eu curto, se não for pra sempre. Uma aventura.

Sinto que a letra E deste teclado está meio grudenta. Não sei o que fazer. São muitos E's nas palavras. vou com'çar a usar o ' no lugar do E. Pronto. R'solvido. Agora vou limpar m'u d'do m'dio qu' 'stá grud'nto tamb'm. Agora sim.

Com isso t'rmina o t'mpo na Lan Hous'. ' 'st' t'clado tira um pouco do praz'r d' 'scr'v'r. Outra hora 'u t'rmino.

B'ijo na bunda ' at' s'gunda.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Faculdades

http://www.ufrgs.br/cvresultados/listao/

PASSEI!!!

Tudo bem, nem é uma coisa tão importante, mas é bem legal. Prova, agora sim inequívoca, de que a única forma de realmente vencer quando se é como eu (déficit de atenção, péssimas habilidades sociais, geralmente dá com a língua nos dentes se não está 100% concentrado em não o fazer) é ficar TOTALMENTE despreocupado. "Entrega na mão de Deus e vai", como dizia minha chefe na Quatrum (eu sou ateu).

Cuidado comigo, eu tendo a magoar as pessoas sem querer quando estou muito contente.

Eu já sabia!

Das correntes da ética, as que mais me apetecem são o Estoicismo e Aristóteles. Eu tendo a ignorar a ética normativa, porque não acredito que certo e errado possa ser definido objetivamente, para todo o domínio das ações humanas. O Estoicismo (parece que estou falando de um porco assado) não é muito popular, e eu tenho dificuldades para praticá-lo adaptado ao que eu penso que é mais adequado, mas é muito interessante (sei de gente que o abomina). O mais intrigante é que o segredo da felicidade Aristóteles já sabia. É muito simples.

Para ser feliz basta, continuamente, fazer a coisa certa, para a pessoa mais adequada, no momento ideal, na melhor proporção, da forma (formalidade) mais adequada, pela razão certa.

Não falei que é simples? Vou falar muito sobre isso por alguns posts.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Ética e as relações fora do trabalho

Para o filósofo, ou o que se acha um, as relações fora do trabalho são sempre uma lição de humildade.

No trabalho as coisas são simples, faça-se o trabalho. As pessoas nem precisam se conhecer. Afora isso, a conduta no trabalho é muitas vezes regulada oficialmente, ou por simples adoção da ética dos que chefiam.

Quando passamos para as relações fora do trabalho, do consumo ou da prestação de serviços, estamos no deserto das regras. As pessoas passam a seguir seu próprio bom senso, sua noção de ética. Não se diga moral, pois os grupos de pessoas que se relacionam além das obrigações geralmente compartilham as mesmas regras de convívio. É a ética que apresenta o maior desafio. E não é um pequeno desafio.

O que vejo hoje como paradigma ético mais aceito é o postulado confuciano "não se deve fazer para os outros o que não se quer que façam para si", que remete ao tempo do início da civilização: regra de Talião (se não me engano).

Este paradigma, por sua simplicidade, é extremamente útil, mas inevitavelmente incompleto. Ele pressupõe ética uniforme. É meramente um mecanismo de auto-controle. Ninguém vai me machucar, pois ninguém eu machuco. Errado.

O outro lado do paradigma confuciano da reciprocidade negativa é que geralmente as pessoas carregam éticas distintas quanto a detalhes diferentes (assim como diferentes grupos possuem diferentes morais). O desdobramento óbvio é que, ao transportar nossa própria ética para os outros, a fim de nos abstermos de machucá-los, ignoramos o que realmente pode ser inconveniente, o que diz a ética de quem vai sofrer ou não com as nossas ações.

Acho que um exemplo elucida melhor as coisas. Você não se importa que usem seu notebook para ver e-mails se ele estiver ligado, aberto, e você estiver fazendo outra coisa. Um amigo seu recém comprou um notebook, que se encontra nestas condições. Você naturalmente abre o navegador e checa seus e-mails. Não tem nada de mais. Ele o surpreende no ato. Ele, tarde demais você descobre, odeia que façam qualquer coisa no seu notebook. Você acabou de machucar seu amigo, por uma coisa que não te machucaria reciprocamente.

É um exemplo banal de uma situação exagerada, mas creio que exemplos são melhores assim.

O que fazer? Para nossos personagens creio que sua amizade está para sempre destruida. Eles nunca mais se falam e, no leito de morte, o amigo folgado pede perdão, que é negado pelo amigo neurótico. Ele morre em sofrimento e o outro morre poucos meses depois. Poucas pessoas comparecem a seus enterros, porque um era muito folgado e o outro muito neurótico, e eles não tinham outros amigos.

No fim, o melhor é relaxar e se irritar apenas quando a sacanagem for de propósito; os filhos da puta das empresas financeiras; e sempre conversar bastante. Nunca se sabe quando uma dessas "gafes" pode acontecer, e quando acontecer conosco, não podemos nos sentir traídos e ficarmos irritados. Não vale a pena.

Mas eu posso sempre estar errado.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Chromium

Galerinha Linux, Google Chrome adaptado, como o Patrick bem notou.

Alguém podia botar o traseiro na cadeira do PC e compilar este troço e distribuir um pacote prontinho. Não faço porque não tenho internet em casa.

http://www.codeweavers.com/services/ports/chromium/

sábado, 10 de janeiro de 2009

O que foi isso?

Que fiasco! De qualquer forma, passou.

Não importa muito o que a gente faz durante a vida, desde que não estejamos machucando quem nos ama. Faz parte da infinita sucessão de escolhas fazer coisas que nem sempre são de natureza cristalina. Sentir falta de casa é, naturalmente, natural. Eu também fico deprimido de vez em quando. Deveria haver um clube de gente que sente saudade dos amigos de longe, e da família.

Talvez esteja aí uma boa idéia.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Como se escreve Workaholic?

Para falar menos de filosofia e mais de mim, presenteio-os.

O que realmente me levou a ir embora de Rio Grande? Uma das grandes perguntas da minha vida. Tomei o caminho certo?

Não sei responder. Quando Laís me abandonou eu fiquei devastado. Muito tempo eu levei pra esquecê-la. Tudo absurdamente piorado pela tentativa de retorno por meados de agosto de 2008. Uma das piores, se não a pior, experiências da minha vida (outras coisas foram bem ruins, como quando vô Dorival morreu e eu chorei igual uma criança).

Lembro ainda com clareza minha estupidez. Tanto sofri e quanto me dediquei. Uma das pessoas mais egoístas que eu conheci. Estava cego. Fiz coisas absurdas das quais me envergonho profundamente. Não sei onde aprendi que ser honesto e agradar as pessoas era a coisa certa a fazer, mas agora sei que é exatamente o contrário; exceto com meus amigos de Rio Grande da minha infância e adolescência que me amam incondicionalmente, da mesma forma que eu os amo, e da minha família mais íntima. Além daqueles que eu não convivi tanto, mas que eu sinto que são especiais. Eu sempre vou me esforçar pra agradar estas pessoas, como eu sempre fiz, mas o resto acabou.

O que aprendi com isso? Que eu posso servir de exemplo. Se eu tanto sofri e tantas coisas idiotas eu fiz, que não repitam meus erros. Se tudo eu larguei porque pensei que eu podia consertar as coisas, que sejam responsáveis. Se acreditei tanto nas pessoas, agora só acredito em vocês. Vocês não têm idéia de quanto eu sinto a sua falta. Por favor, me perdoem, porque eu mesmo os abandonei, porque eu fui tão tolo. Sou a pessoa mais tola da existência.

Fora minha vontade de trabalhar e trabalhar, mais e mais, a única coisa que me faz acordar todas as manhãs é a seguinte: tudo vem e vai, dinheiro, coisas, paixões; só voçês estão sempre lá para me fazer sorrir. É com nossas reuniões que eu sonho quando estou deprimido. É de vocês e de minha casa que eu sinto tanta falta. É na festa do Peru que eu sempre me divirto.


Não tem problema escrever isso aqui, porque ninguém lê de verdade. Duvido que surja um comentário, como sempre. É só porque escrever me acalma, e tem que ser com o perigo de alguém ler.

Descobri que sou workaholic (não sei nem escrever essa palavra), ou pelo menos penso que sou. Acho que é porque estou longe das pessoas que amo e tenho péssimas habilidades sociais (não pego ninguém), além da ausência de internet. Podia ser pior. O que vou fazer depois de me aposentar?
 



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Guilherme de Moraes Alvarez

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Fim do recesso

Há dias em que eu penso que sou livre. Há dias em que eu percebo que não tenho escolha.

De fato, os cães são muito mais confiáveis. Não sei quanto exemplo podemos retirar disso, mas espero que alguma coisa, ao invés de nada.

De uns anos pra cá eu tenho me perguntado qual é a melhor forma de agir. Quais são as diretrizes para uma vida feliz? Não somente eu, naturalmente. Creio que todo mundo se pergunta isso, desde o momento em que se torna capaz de perguntar alguma coisa. Interessante que isso só me ocorreu há alguns poucos anos. Antes tarde do que muito tarde.

Eu já disse tanta coisa aqui sobre o que fazer e deixar de fazer e já tanto admiti minha ignorância. Cada dia eu encontro um desafio novo para minha serenidade. O mundo é lotado de frustrações. Por que não somos um pouco como os cães?

O amor incondicional e inabalável de um cão só é superado pelo de uma mãe. Quanto podemos chegar a amar alguém tanto quanto nossas mães nos amam? Talvez não seja possível. Talvez eu deva parar de tentar.

Há tanto mais que espero em breve dizer aqui. Por enquanto fique com isto.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Ausência

Minha ausência deve estar sendo sentida. Pelo menos eu estou sentindo falta dos meus posts.

Não posso dizer que não tenho tempo. Ou melhor. É exatamente o que vou dizer. Não tenho tempo. Meu acesso à internet é limitado às minhas horas de trabalho, que são ocupadas com trabalho. Não é uma reclamação. Eu gosto muito do meu trabalho. Minhas horas de almoço eu tenho gasto comendo. E agora que tenho uma colega nova, nós três fazemos almoços especiais, todos os dias. Logo desceremos todos rolando as escadas da assessoria jurídica.

E assim passam os dias e a filosofia se perde no cotidiano.

Eu tenho muito o que dizer, sem dúvida, mas não tenho encontrado o estado de espírito perfeito. Ando muito feliz recentemente. É até engraçado. A filosofia se desenvolve melhor nos momentos de tristeza.

Quando a Ana Clara me der mais um bolo e eu ficar irritado eu escrevo alguma coisa profunda. Ou não, porque eu não me irrito com os bolos da Ana Clara. Do Titi e da Laura eu nem levo em conta como bolos. Pra ser mais preciso, eu não

A situação é esta. Muito trabalho. Pouca filosofia. Em breve eu escrevo mais.

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Guilherme de Moraes Alvarez