Algumas vezes eu me pergunto o quanto estamos em contato uns com os outros.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
A letra H é uma cerca.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Temos que ensinar às crianças o que é certo e errado.
Vou começar direto pelo ponto. Não existe certo nem errado. Todos os valores são relativos ao estado do conhecimento disponível.
De vez em quando eu escuto uma pessoa dizer que as crianças precisam aprender o que é certo e o que é errado desde pequenas. Eu raramente quero entrar em discussões porque não tenho paciência com quem eu, na minha prepotência, entendo que é muito ignorante, embora eu tenha me esquivado de algumas discussões com meus amigos por querer evitar que eles percam a paciência comigo - na minha prepotência. Algumas vezes eu gostaria. Me sinto absurdamente frustrado com frases como estas. Talvez eu devesse jogar minha frustração de volta a quem me causa, mas acho que isto seria insensível e egoísta da minha parte. Eu prezo o fato de que cada um tem a capacidade de formar sua própria opinião, apesar de poucas pessoas formarem.
A questão é que a teoria de que certos valores que compreendem condutas certas e erradas são absolutos não se sustenta. Isto pode ser demonstrado pela simples mudança de valores comumente aceitos no tempo. O próprio homossexualismo - fato comum na classe dos mamíferos - primeiramente era aceito e incentivado por algumas civilizações clássicas, depois passou a ser rejeitado pelas civilizações médias, e por fim está voltando a ser aceito, embora ainda seja alvo de preconceito amplo. Territorialmente também há uma clara divergência de valores que dizem respeito a certo e errado. Até mesmo mudanças de humor extremas ou uma grande frustração podem mudar os valores ou torná-los relativos.
O que leva as pessoas em geral a acreditar que há um núcleo de valores universais absolutos que todos devem conhecer e respeitar é o medo de que sem isso não haja segurança para as atividades do cotidiano, que se instaure o caos. Um medo válido, porém infundado. Os valores são relativos apesar das crenças de absolutismo moral. Nem por isso a sociedade é caótica. As relações se apoiam em alguns valores em comum e na necessidade mútua. Os valores em comum não precisam sequer existir se a necessidade for suficientemente forte para que as pessoas se relacionem produtivamente.
No nível pessoal é importante saber que não existem certo e errado. A vida é repleta de situações extraordinárias e muitas vezes a pessoa se vê no que seria uma exceção às regras de conduta, do certo e do errado. Ao acreditar nestes valores como absolutos a pessoa entra em inevitável conflito do que ela quer fazer e do que ela pensa que é certo fazer. Este conflito geralmente leva a pessoa a pensar que possui uma falha de caráter, um defeito em relação aos outros, já que deseja o errado. Tal conclusão pode levar a sofrimento desnecessário e é o que eu vejo acontecendo muitas vezes.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Pensar Estadunidense
Duas coisas devem ser ditas que ninguém tem coragem, eu imagino. Eu tenho.
A primeira é a menos importante, mas por pouco. As duas tem muito em comum. São conclusões uma da outra, em qualquer ordem.
Estava tendo um sonho com chuva de meteoros devastando o mundo. Por alguma razão eu acordei e lembrei pessoas sendo decapitadas. Acho que o sonho se desviou para zumbis e eu imaginei que seria melhor usar espadas do que armas para matar zumbis. Zumbis são lentos e tudo mais.
Lembrei de um vídeo de uma pessoa sendo decapitada. Difícil de esquecer. Forte o vídeo.
Foi então que lembrei de uma notícia que vi ontem de uma mulher que foi decapitada por suspeitas de que era uma bruxa. Isso mesmo. Em algum lugar do mundo islâmico as pessoas estão matando outras pessoas por acreditarem em bruxas.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/12/111213_saudita_executada_bruxaria_fn.shtml
Eu não sei. Talvez eu esteja sendo muito radical. Eu penso que isso é completamente absurdo e que os Estados Unidos da América devem invadir esse lugar e levar a tal democracia pra lá. Podem explorar o petróleo e destruir tudo e depois fazer as pessoas de lá pagarem pela reconstrução. Desde que terminem com essa estória de decapitar pessoas por bruxaria. Fica a sugestão.
O que me fez pensar nas religiões em si. É triste na verdade. A maioria das pessoas que eu conheço são bem equilibradas apesar de serem crentes. Até este ponto tudo está ótimo. É só quando as pessoas se baseiam em crenças para machucar ou excluir as outras que eu fico deprimido.
O que precisa ser dito é o seguinte: a religião e as crenças divinas são fugas da realidade da vida. A vida não tem sentido. A vida não é justa. Na impossibilidade de se enfrentar estes fatos, ilusões são criadas que fazem a vida ser suportável. Nada contra. Só pra constar.
O budismo é bem legal. Eu acho válido. Não é uma religião propriamente.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Desobediência
Pode o Estado combater qualquer desobediência com violência?
Parece uma pergunta boba, mas eu tenho absoluta certeza que muitas pessoas que eu conheço e respeito vão dizer que sim. Vão dizer que o Estado está protegendo o bem comum, e que mesmo que uma desobediência seja pacífica, o Estado deve inibi-la até que ela pare, mesmo que isso requeira violência.
Eu pessoalmente penso que não. Eu inclusive penso o contrário. Mesmo desobediências violentas devem ser combatidas com inteligência, não com mais violência. Desobediências pacíficas provavelmente não devem ser combatidas, devem ser compreendidas, como eu certamente já disse aqui.
Vale lembrar que a violência é o último refúgio do incompetente.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
O que é proibido é liberado.
Uma nova frase a adicionar no contexto.
O que é proibido é liberado.
Será explicada no futuro, após eu explicar para uma banca se o ICMS se aplica no licenciamento de programas de computador de prateleira.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Justiça é...
Aqui vai uma frase de impacto, peso e tudo mais, incluindo polêmica.
Há muito que todos falam em justiça e que os estadunidenses vivem atirando a demagogia para lá e para cá. É incrível mesmo como a classe média costuma ser a mais irritante, principalmente quem lê VEJA. Quem lê VEJA costuma ter as opiniões mais ridiculamente embasadas e insustentáveis diante do menor esforço argumentativo, mas não é este o foco.
Quando eu digo muito tempo eu estou dizendo meio que desde sempre. Meio porque não é possível saber ao certo o que se passava antes da escrita, mas eu tenho forte crença que justiça é um tema até entre as matilhas de lobos na Sibéria (se houver).
Lembro bem quando um grande amigo meu que era meu colega de faculdade de direito, após ler Kelsen, contou-me pasmo que o cara estava errado e que não era possível conceituar justiça. Kelsen dizia que justiça era garantir a cada um o que lhe pertence. É fácil notar porque meu amigo estava pasmo. Kelsen mesmo não acreditava muito nisso. Ele escreveu o que escreveu para acalmar a ascendente burguesia industrial após as revoluções, mas, novamente, este não é o foco.
Afinal que coloco aqui o que é justiça por enquanto (até eu mudar de ideia).
O que é a justiça?
Justiça é a manutenção da capacidade de desenvolvimento da pessoa.
Esta pede maior explicação, através do corolário.
Somente há justiça quando ausentes os resultados da ingerência externa sobre a vontade da pessoa.
O que pode ocorrer no sentido inverso.
A justiça é restabelecida sempre que se retorna, ou se aproxima, do estado das coisas antes de uma ingerência externa sobre a vontade da pessoa.
O que nos leva a um outro corolário.
A democracia é inerentemente injusta no âmbito pessoal e justa no âmbito social.
Isso por razões evidentes.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Novas frases
Antes uma foto.
Agora texto.
Por alguma razão incrível eu não consigo lembrar minhas frases de uma forma consciente, tendo ao invés que capturar as mesmas na medida em que elas vão ocorrendo no dia-dia. Uma destas oportunidades, pelo menos, já passou sem que eu anotasse e se perdeu novamente nas relações caóticas de minhas sinapses.
Por isso que agora eu anoto no celular sempre. Cortesia destas anotações eu tenho mais duas frases para compartilhar.
Primeiro a mais chocante, ou não.
Todas as motivações são egoísticas. |Calma, isso é na verdade uma coisa boa.|
Depois vem a mais leve.
Somente o hábito leva à perfeição.
sábado, 22 de outubro de 2011
Chris Rock
Chris Rock: Never Scared
Assista. É bom demais. Além disso é necessário para eu poder explicar muitas coisas sobre as pessoas, que é o que eu pretendo em breve.
Nada mais para o momento.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Seguindo o plano
Este post não é sobre seguir planos.
Acabo de atualizar a página dos axiomas com mais uma frase. Pense nela e comente. Em breve eu vou discorrer sobre as frases aqui no blog.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Tipo Confúcio
Já algumas vezes aconteceu que eu citei uma frase que costumo repetir - a maior parte de minha autoria - porque contém conhecimento importante na minha opinião que eu sinto a obrigação de compartilhar (que incrivelmente não está no código civil, mas já lanço a ideia) e me vi tentando lembrar das outras que eu costumo repetir. Eu sempre me esqueço, o que é bom na medida em que eu não fico palestrando as minhas frases de sublime sabedoria (pontuação de ironia aqui), mas é ruim porque me acentua a mais agonizante das sensações: impotência.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Imagem do Dia
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Eis a questão (beber ou não beber)
Sempre que a dor de cabeça ataca no dia seguinte e as memórias ressurgem depois de um, muitas vezes ótimo, sonho, é comum o questionamento pós trauma das ações cometidas e das obrigações contraídas na noite (ou dia, por que não?) anterior. É uma questão mais do que financeira ou jurídica, ou fiscal (por que não?). É uma questão basicamente filosófica, mas não muito.
Quem nunca disse ou ouviu algumas verdades quando bêbado, ou quando outros estão bêbados, ou quando todo mundo está bêbado, certamente nunca saiu de casa. A desinibição do álcool é o efeito desejado, mesmo que só lá no fundo, justamente para remover a barreira de hipocrisia que faz alguém negar, ou só omitir, que está bebendo para provocar a desinibição. Ou eu estou errado, ou não acredito nisso, o que realmente não sei porque não estou, neste instante, devidamente bêbado. A questão fica sendo - frise aqui - se a desinibição é um despimento da bagagem excessiva para aflorar (ou desimpedir) a verdadeira pessoa, ou outro animal. Seria a embriaguez o único estado de consciência honesto que mostra quem realmente alguém é e o que realmente pensa?
Uma grande pensadora amiga minha defende que sim, que a bagagem de inibições é uma cobertura de mentiras que nos afasta do que ou quem somos realmente. É uma coisa que perdemos quando bebemos o suficiente, o que nos leva a um estado de verdadeiramente ser. É um argumento forte. Eu poderia escrever muito mais sobre ele, mas seria fazer o trabalho pelo leitor, e eu tenho preguiça.
Eu, por outro lado, penso que a camada de inibições é parte de quem somos e que quando ela se perde, inevitavelmente somos menos. Não é impossível e nem raro que em sendo menos podemos ser melhores, e se todos fossemos seríamos mais felizes, ponto em que concordo com ela. Entretanto, um exame profundo eu creio necessário do que é bagagem excessiva e do que é decisão de personalidade. Creio que há um ponto ideal de perda de desinibição, e que ultrapassá-lo nos torna excessivamente menos, e que alcançá-lo nos torna idealmente menos. Na medida certa.
Eu poderia discorrer mais, mas o leitor tem preguiça.
